
COMO FUNCIONA O OLHO HUMANO
O mundo de cabeça para baixo
Até o século XVI, pensava-se, erroneamente, que o olho emitisse luz. Hoje sabemos que ele é apenas um receptor. Quando olhamos para um objeto, os raios luminosos que ele reflete penetram em nossa córnea, atravessam o humor aquoso, o cristalino e o corpo vítreo e atingem a retina, na qual se forma uma imagem invertida do objeto. Nosso cérebro, no entanto, aprendeu a interpretar corretamente o que estamos vendo: a imagem não é percebida por nós de cabeça para baixo, mas, sim, na posição correta.
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Compare a formação da imagem no olho e numa câmara fotográfica. Em ambos os casos, a imagem forma-se em posição invertida. |
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O globo ocular é uma esfera com cerca de 2,5 cm de diâmetro e 7 g de peso. Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa primeiramente a córnea, uma película transparente que protege o olho. Chega, então, à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila, batizada popularmente de “menina dos olhos”. Quanto maior a pupila, mais luz entra no olho. |
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Passada a pupila, a imagem chega a uma lente, o cristalino, e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro. |
Por enquanto, o daltonismo é um mal sem cura nem prevenção. Os pesquisadores sabem apenas que o problema tem origem genética e atinge principalmente os homens. Na realidade, o funcionamento das células nervosas que compõem a retina e sua conexão com o cérebro ainda são campos nebulosos da oftalmologia. Por isso, doenças que atingem essa região costumam provocar cegueira irreversível.

O QUE O OLHO HUMANO É CAPAZ DE VER
Embora nós possamos contar com nossos olhos para nos trazer a maior parte das informações do mundo externo, eles não são capazes de revelar tudo. Nós podemos ver apenas objetos que emitam ou sejam iluminados por ondas de luz em nosso alcance de percepção, que representa somente 1/70 de todo o espectro eletromagnético.
O olho humano enxerga radiações luminosas entre 4 mil e 8 mil angströns, unidade de comprimento de onda. Homem e macaco são os únicos mamíferos capazes de enxergar cores.
IMPORTÂNCIA DAS LÁGRIMAS
As lágrimas não são compostas apenas de água. Numa gota pode haver mais e 60 combinações protéicas, além de minerais e substâncias bactericidas, que protegem o olho de infecções. Quando piscamos, as lágrimas banham os olhos, conservando a córnea úmida. O fluido é drenado pelo canto interno do olho para um saco lacrimal e daí para o nariz. |
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CONTROLE DE LUZ
A quantidade de luz que chega à retina depende da maior ou menor abertura da pupila. O diâmetro da pupila é controlado por um reflexo, através do sistema nervoso autônomo. Além da luz, há outros fatores que podem provocar a dilatação da pupila, tais como o medo, o interesse e outras emoções.
Constituição básica do olho dos Vertebrados
Como qualquer outra estrutura sensorial, o olho dos Vertebrados tem por função captar e transduzir energia da modalidade sensorial adequada (radiação electromagnética) em energia química e energia eléctrica; esta é conduzida, na forma de impulsos nervosos, até regiões especializadas do sistema nervoso central, onde serão interpretados esses impulsos. Em termos muito simplificados, o olho de um vertebrado funciona como uma câmara fotográfica biológica, de reduzidas dimensões, cuja função é formar uma imagem na película constituída pela retina. Deste modo, funciona como um sistema dióptrico, ou seja, um sistema constituído por duas lentes principais (córnea e cristalino) que provocam a refracção dos raios luminosos em direcção a um eixo óptico e a sua focagem, projectando uma imagem reduzida e invertida na camada fotorreceptora - retina (fig. 1). Na retina, a energia luminosa é transduzida em energia química e, esta, em energia eléctrica (alterações do potencial de membrana).
VISÃO COM POUCA E MUITA LUZ
Quando a iluminação não é intensa, apenas os bastonetes são estimulados. Essas células somente possibilitam a visão em tons de cinza. As cores não são percebidas, pois elas são captadas apenas pelos cones.
Nos bastonetes, existe uma substância chamada púrpura visual ou rodopsina. Quanto maior a quantidade dessa substância, melhor será nossa visão sob luz fraca. A púrpura visual é derivada da vitamina A. É por esse motivo que a falta dessa vitamina leva a uma condição chamada cegueira noturna.
Quando a luz é mais intensa, a visão é realizada pelos cones, que nos permitem captar os detalhes e as cores dos objetos. A fóvea, por ter grande quantidade de cones, é a região de melhor percepção visual.